Mônica Ulysséa
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Art & Science

​poem and visual art

​​3. Poem for the course "Formigas do Brasil" (chapter: Keeping Ants in the anthill: seven editions of the Formigas do Brasil course")
Formigas do Brasil 
          uma formiga caça rumos cartográficos nas longitudes plurais desta terra exuberante.
          paisagens pantaneiras de bordados atratus transversam em diagonal seca,
          tortuosidades arbóreas clypeatus desaguadas na floresta branca de contrastes quadriceps.
          de norte a sul, nas bordas de nascente, uma mata ainda viva, sericeiventris.
          e, no canto boreal do povo Sateré-Mawé uma formiga tucandira clavata
          símbolo de resistência, resiliência e saúde do indígena, da floresta, nossa.
          aguçados de curiosidades, três, Fernando-Carla-e-Rodrigo,
          somados uns 23 multiplicam mais de 270 gentes mariae
          atapetadas de memórias trilhadas em caminhos de tanajura
          e fisgadas pela emoção que se abre em nós ao perceber a gigantea relevância das miudezas.
          as formigas, que tem o dom do agrupamento, são o motivo do nosso encontro no mundo.
          eu, que sei pouco, acho que isso é muito e quero crer no que formigávelmente continuará a vir por aí.
          a simplicidade aparente dos campos é pintalgada de importâncias ...

 ​​2. Trilha[Trail]​​

                                                                                                                                                                                        “Do lugar onde estou, já fui embora”
                                                                                                                                                                           
(Manoel de Barros, Livro sobre nada, 1996)

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​Essa interrogação me brotou em nossa origem, na África. Nossa, quer dizer humana. Num tempo há 7 milhões de anos. Coisa que pessoa qualquer não tem precisão em imaginar. Desde lá, nos deslocamos. Desde sempre. Desde 7 milhões de anos. Pensei a terra. A terra desloca-se nesta vastidão composta de vazio, luz e demais corpos celestes há 4.5 bilhões de anos. Neste caso, sete é menor que quatro. Disso eu sei, entendo de grandezas. Pensei na terra. Na terra feita grãos minúsculos, poeira, barro, grãos mais largos, grânulos, seixos, cascalhos, grãos inteiros, rochas, paredões. As terras não boiam sobre a água, como eu pensava quando tinha cinco anos, mas movem-se sobre incandescências, são indômitas. Isso, numa perspectiva de tempo-eras geológicas. Na nossa escala-tempo, mais parecem sésseis, e, de tempo-em-tempo, irrompem com dias terremoto, avalanche, dilúvio ou quaisquer outras palavras que qualifiquem coisa que produz rápida devastação. Enxergar e sentir esta excrescência é muito mais que formiga pode carregar. Me desloco para dentro de mim para rever mundo – em terreno imensidão, rebroto. Agora carrego sempre no canto de olho peças inutilmente essenciais a minha vida: um herbário dos meus caminhos suspensos, gentes de amolecer, estudos de pôr-do-sol com réplicas que engrandecem o ser, um rio imiscuído de pedras e peixes. Na boca da terra, sou água-viva!
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Images: Atta cephalotes, at Serra Grande, Bahia, Brazil (Photos by Fabiano Albertoni & Mônica Ulysséa)

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Mônica Antunes Ulysséa, 2022

1. Como nascem as nuvens[How clouds are formed]

Este é um trabalho em desassossego, uma criação poética e visual sobre como nascem as nuvens dentro de uma coleção científica. Essas nuvens que se formam e que testemunham as fotografias dão contornos as nossas inexoráveis inquietações, sobretudo diante do crescente negacionismo científico e de uma pandemia que assombram o mundo que experimentamos e temos criado para nós. Caminhamos pela arte para criar uma narrativa poética e mostrar essas nuvens que são hifas de fungos crescendo, contaminando e consumindo os exemplares de uma coleção científica. O processo de reconhecer uma espécie como nova só é válido para a comunidade científica se sua descrição for publicada em uma revista científica com a caracterização da sua morfologia, cor, tamanho e quaisquer particularidades que saltam aos olhos. Então a espécie nova recebe um nome e um exemplar tipo ou alguns exemplares tipos são associados a ela. Assim a ciência vai acontecendo, catalogando o que é encontrado, disponibilizando para a comunidade. Reconhecer essa biodiversidade passa também por reconhecer a importância dos museus, das coleções científicas, do trabalho dos taxonomistas empenhados em compor um mapa com essas pequenas miudezas que são arrancadas do mundo para compor o que nós, na biologia, chamamos de espécie e que nós, na arte, chamamos de nuvens.

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​Mônica Ulysséa & Fabíola Fonseca, 2021

Book Preface
2. Guia de Fomrigas da REGUA[REGUA Ant Guide]
guiadeformigasdaregua_compressed.pdf
File Size: 9231 kb
File Type: pdf
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1. Formiga em Cores[Coloring Ants]
formiga_em_cores.pdf
File Size: 7393 kb
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